Dia 19 de Outubro, às 19hs
no salão paroquial da Igreja das Mercês

Contamos com a sua presença!
Este é um blog para você, morador das Mercês, se manter informado sobre o que acontece no seu bairro.

Hoje estamos no ano de 2020. Aqui no bairro o parque Barigui é um lugar muito divertido, com um ginásio coberto com quadra de esportes e equipamentos de ginástica, onde toda a família pode se divertir. Também no parque há uma casa de leitura muito popular. Os policiais de lá estão sempre caminhando e conversando com moradores.
Nas praças do bairro também há sempre uma casa de leitura e um módulo da polícia. Na 29 de Março alguns dias da semana há uma feira de artesanato, e outros dias tem feiras gastronômicas. Desse jeito quase toda semana as praças estão bem movimentadas.
As escolas do bairro abrem as portas nos finais de semana e nas férias. Toda a comunidade pode visitar a biblioteca, o parquinho ou usar as quadras de esportes. O ensino nas escolas é muito bom, mas além do ensino convencional as escolas também abrem as portas para cursos profissionalizantes. Seguindo o exemplo, outras instituições como Igrejas, academias e clubes abriram suas portas para cursos de arte, música, informática, línguas estrangeiras, natação, hidroginástica para idosos e aulas de esportes para crianças, a maioria deles realizado através do voluntariado.
Quando é preciso fazer pesquisa, além de usar a biblioteca da escola pode-se usar o Farol do Saber. Todos dizem que o Farol tem um acervo de livros muito bom, além do acesso à internet ser liberado para a comunidade. Os instrutores do Farol podem ajudar e sempre há algum curso de informática para os que ainda não sabem usar os computadores.
A creche do bairro também é muito boa com professoras bem atenciosas e está servindo de referência para a nova creche que estão construindo no bairro.
A maioria das crianças e adolescentes, além de muitos adultos, vão às escolas e ao trabalho de bicicleta, já que as ciclofaixas são bem sinalizadas e o trânsito é muito organizado.
Todos dizem que há 10 anos alguns cruzamentos do bairro eram perigosos e complicados, mas os moradores unidos mudaram as coisas. Hoje a Jacarezinho e a Manoel Ribas são mãos únicas. Todas as ruas do bairro são muito bem asfaltadas e as calçadas são regulares, diferente de anos atrás, quando eram esburacadas e irregulares como me contaram.
Há 10 anos eles trocaram muitas árvores do bairro, já que estavam velhas e colocavam em risco as residências e o trânsito, além de prejudicar as calçadas. Todas que foram plantadas naquela época são árvores nativas do estado.
Aqui alguns moradores escrevem um jornal do bairro, que divulga os eventos da região e agiliza a comunicação entre os residentes e os comerciantes.
Alguns moradores do bairro realizaram seus sonhos e derrubaram os muros de suas residências, e os moradores novos nem mesmo chegam a construí-los. Todos perceberam que a segurança do bairro é muito boa e o policiamento é efetivo. A iluminação pública também não deixa a desejar, o que permite tranqüilidade aos moradores ao anoitecer.
A coleta do lixo é seletiva e a consciência de cidadania das pessoas é muito grande. Todos respeitam a seleção do lixo e uma vez por mês também acontece a coleta de lixo tóxico em um ponto estratégico do bairro, lá podem ser levadas pilhas, baterias e demais tóxicos.
Além de toda segurança e infra-estrutura, a saúde dos moradores também está garantida com o posto de saúde do bairro, junto a uma unidade de atendimento 24hs.
O visual também mudou muito, e para melhor. Recentemente concluímos as obras para a fiação elétrica passar subterraneamente. Dessa maneira as árvores não estarão mais em conflito com a fiação e a poluição visual diminuiu muito.
Há dez anos tudo era muito diferente, e todos dizem que nem mesmo associação de bairro as Mercês tinha. Mas então surgiu a ‘Associação de Moradores das Mercês’ que hoje é muito forte e uma das mais conhecidas e respeitadas da cidade. Hoje os moradores recorrem a ela sempre que preciso, e ajudam onde podem.
Eu não vivia há dez anos, mas sei que vivo nesse bairro maravilhoso graças à união e colaboração dos moradores que se reuniram em 2010 e iniciaram a implementação do projeto de desenvolvimento do bairro. O que vivencio hoje, em 2010 não passava de um sonho.

Saúde e Bem-Estar:
Transporte e Mobilidade:
Infra-estrutura / Meio ambiente:
Cultura/ Esporte e Lazer:
Educação e conhecimento:
Social/ Participação Política:

Também não falta no bairro a proteção divina. Já a proteção humana anda sendo um dos pedidos mais freqüentes de seus moradores, e mesmo assim um dos menos atendidos, e por negligência humana que vê o desenvolvimento no crescimento econômico da região sem lembrar que o desenvolvimento social faz parte essencial do processo.
No século XVIII, então conhecida como Quarteirão da Senhora das Mercês, uma região pouco urbana, as Mercês ainda conservava um ‘clima’ típico da época: o clima da segurança. Não eram preocupações as portas ou janelas abertas, ou filhos brincando fora de casa.

Hoje, tanto comerciantes como residentes do bairro, colocam a segurança de seus familiares e de seus lares, de seus negócios e pertences, em primeiro lugar. Crianças não brincam mais fora de casa, janelas e portas permanecem fechadas, trancadas e de preferência vigiadas por câmeras e cerradas por grades.
Na época do Quarteirão, seus habitantes se conheciam e se protegiam mutuamente. Muito diferente da atualidade, na qual seus moradores mal se conhecem, e pouco podem fazer para se proteger.
O benefício, no entanto, sempre foi uma questão
Hoje o bairro conta com hospitais e clinicas de renome e um sistema de transporte que facilmente pode levar ao centro da cidade. Conta com um número elevado de escolas, cursos técnicos e de língua estrangeira... Mas isso não para o acesso de todos. O bairro não conta, por exemplo, com um posto de saúde próprio para a região, ou com uma creche pública para as crianças.Na época do Quarteirão, já era difícil para um habitante com alguma necessidade médica chegar aos lugares de atendimento. O deslocamento até o centro da cidade era complicado e demorado. Era uma época em que possivelmente ainda se contava muito com visitas médicas a domicilio, em geral para os mais abastados.
Pelo que eu vivi e ouvi no bairro, percebo que, desde que o bairro cresceu e se desenvolveu economicamente, ele simplesmente perdeu a proteção da qual falamos, e junto com esta perda também foram nossa liberdade, nossa convivência e nossa história.
É hora de conhecer um pouco mais da história e do lugar onde vivemos e das pessoas com quem convivemos, e de sonhar um bairro com graça, mais proteção e benéficos. É hora de lutar por um objetivo comum!
Participe do desenvolvimento do seu bairro! Não sabe como?
Deixe um comentário no blog ou mande um e-mail para joana.kaick@sesipr.org.br

Quero explicar a vocês que sou uma estudante universitária, com muito apreço às minhas aulas de "História e Cultura Brasileira", dentre outras, na faculdade de Psicologia. E com este meu novo desafio, de ser a Agente de Desenvolvimento do bairro das Mercês, fico muito entusiasmada em fazer valer alguns dos meus aprendizados.
Mas explico que inicio este blog por parte do meu lado de moradora do bairro, entusiasmada com a possibilidade do desenvolvimento ocorrer e de estar fazendo parte disso. Caso eu não tivesse real carinho pelo lugar onde vivo, o trabalho não me despertaria tal interesse e entusiasmo.
Pela minha pouca, mas já desgastante, experiência de unir os moradores da nossa região para um bate-papo sobre o futuro do bairro, eu percebi que falta a todos nós sabermos o que afinal nos une. Muitos de nós não nascemos aqui, não crescemos aqui... Mas afinal, estamos aqui agora, e possivelmente estaremos aqui amanhã, ano que vem, e quem sabe em 2020! Temos algo em comum por escolher as Mercês para viver.
Apesar de muitos de nós não termos feito parte da história passada do bairro, e deste bairro não ter feito parte, também, da nossa história... Hoje todos nos encontramos! E hoje fazemos parte sim, da história da região em que vivemos, e ela faz parte de nós!
Com isso, vamos brevemente descobrir como foi o início de tudo isso. E, em breve, eu espero, quero apresentar a vocês uma história especial... mas isso no seu devido tempo.
Então vamos conhecer o início de tudo:
Os moradores dessa região sempre foram muito religiosos, mas foi a devoção à Nossa Senhora das Mercês que fez com que o lugar fosse denominado, à época, como Quarteirão da Senhora das Mercês. A época era século XVIII, e o Quarteirão abrangia também partes dos bairros Vista Alegre e Bigorrilho.
Por volta de 1920, com a chegada dos frades capuchinhos da Itália, a devoção à Nossa Senhora das Mercês aumentou. Em 1926 iniciaram a construção da Igreja das Mercês, concluída no ano de 1929.
Graças a tanta devoção, e a localização da Igreja das Mercês na nossa região, foi um pulo para que parte do Quarteirão da Senhora das Mercês fosse batizado como bairro das Mercês.
É isso que temos por hoje.
Se você tem histórias do bairro para contar e quer contribuir com o blog, não se iniba e divida suas memórias! Entre em contato comigo através do email: joana.kaick@sesipr.org.br
Até a próxima!